31 de maio de 2011 às
7:37 pm Brasil reduz pirataria de software pelo 5º ano consecutivo e confirma sua posição de país com menor índice de pirataria (54%) dentro do bloco BRIC e é a menor entre os países da América Latina, junto à Colômbia.
Foi divulgada, em Maio, pela Business Software Alliance (BSA) a 8ª edição do estudo Global sobre Pirataria de Software. O relatório foi lançado simultaneamente em mais de 50 países e contempla indicadores de pirataria em mais de 100 nações quantificando o volume e o valor dos aplicativos de software sem licença, instalados em 2010. O estudo foi conduzido pelo IDC, empresa líder em pesquisas e previsões sobre a indústria de Tecnologia da Informação (TI) e conta com o apoio da Associação Brasileira de Empresas de Software (ABES).
O valor comercial do software não licenciado instalado em computadores (PCs) no Brasil alcançou US$ 2,619 bilhões em 2010, no entanto, com uma redução de dois pontos percentuais em relação ao ano anterior, o Brasil completou cinco anos seguidos de queda e atinge 54% de índice de pirataria no mercado empatados com Colômbia no índice mais baixo da AL, e 10 pontos abaixo da média regional.
Com o aumento das vendas de computadores pessoais no ano passado, empresas e consumidores compraram quase US$95 bilhões de Software para PC, porém, instalaram clandestinamente outros US$59 bilhões. Isso significa que para cada dólar gasto em software legítimo em 2010, outros 63 centavos em software não licenciados entraram no mercado.
Impacto dos emergentes
Pela primeira vez, as remessas de PC para economias emergentes superaram as remessas para os mercados consolidados (174 milhões contra 173 milhões). No entanto, se o número de PCs vendidos para as economias emergentes representaram 50% do total mundial em 2010, o valor das licenças pagas de software nessas regiões não chegou a 20% do total mundial.
O índice médio de pirataria das economias emergentes é duas vezes e meia maior que o das economias desenvolvidas. Isso tem feito com que o índice de pirataria global se eleve anualmente. Na América Latina, por exemplo, a taxa de pirataria de software de PC subiu um ponto percentual, chegando a 64%.
Nas economias em desenvolvimento, a forma mais comum de pirataria envolve a compra de uma única cópia de software que é instalada em diversos computadores – inclusive em empresas. O dado mais alarmante está no fato de que 51% dos tomadores de decisão empresariais de mercados em desenvolvimento acreditam que esse procedimento é legal.
Defesa da Propriedade Intelectual
A maior parte dos usuários de PC, tanto nos mercados desenvolvidos, como nos emergentes, expressa uma admiração pelo papel que os direitos de propriedade intelectual desempenham ao impulsionar a inovação tecnológica e o progresso econômico, por exemplo. Em uma comparação entre o software legal e pirata, os participantes da pesquisa afirmaram preferir o legal, ainda que muitos usuários (principalmente nos mercados em desenvolvimento) não saibam claramente quais as formas de aquisição de software são consideradas legais.
O estudo sobre o Impacto da Pirataria da BSA-IDC também constatou que uma redução do índice global de pirataria de software para PC em 10 pontos percentuais (ou 2.5 pontos por ano durante quatro anos) geraria US$142 bilhões em novas atividades econômicas em nível global até 2013. A partir desta perspectiva, seriam criados 500 mil novos empregos no setor da alta tecnologia.
Fatores que diminuem a pirataria
Impulsionando a queda da pirataria estão os programas de legalização realizados por fabricantes; campanhas educativas e repressivas de governos e da indústria; transformações tecnológicas como a crescente aplicação de gerenciamento de direitos digitais, DRM (digital
31 de maio de 2011 às
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